A professora e pesquisadora Cláudia Helena dos Santos Araújo, do Instituto Federal de Goiás (IFG), participou da CryptoRave 2026, realizada na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. A pesquisadora integrou a atividade “Código-fonte da expropriação: a educação brasileira e o colonialismo digital”, ao lado dos pesquisadores Walter Lippold e Guilbert Kallyan. A Participação discutiu inteligência artificial, plataformização, colonialismo digital e soberania tecnológica na educação pública brasileira. A discussão partiu de uma questão que ultrapassa o uso instrumental das tecnologias na educação: quem controla as infraestruturas, os dados, as plataformas e os sistemas de inteligência artificial que passam a integrar o cotidiano das instituições educacionais? Em sua participação, Cláudia Araújo problematizou o chamado “uso pedagógico” da inteligência artificial, chamando a atenção para o risco de que a entrada dessas tecnologias nas escolas e universidades ocorra acompanhada da ampliação da dependência de plataformas proprietárias, da captura de dados educacionais e da transferência de processos pedagógicos para ecossistemas tecnológicos controlados por grandes empresas. A pesquisadora discutiu ainda documentos e políticas recentes relacionados à educação digital e à inteligência artificial no Brasil, entre eles a Política Nacional de Educação Digital (PNED), o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e referenciais voltados ao uso responsável da IA. A análise destacou a necessidade de que o debate sobre inovação seja acompanhado por questões relativas à autonomia pedagógica, à proteção de dados, à infraestrutura pública e à soberania digital. A participação na CryptoRave integra as atividades de pesquisa e divulgação científica desenvolvidas por Cláudia Araújo no campo das relações entre educação, inteligência artificial, filosofia da tecnologia, formação docente, ética algorítmica e soberania digital, fortalecendo o debate público sobre os impactos sociais e educacionais das tecnologias contemporâneas.

Imagem – Pesquisadora Cláudia Helena
