O ENREDAR possui como objetivo principal fortalecer colaborações entre pesquisadores latino-americanos nos programas stricto sensu de seus países, em ações que promovam mudanças em suas sociedades, principalmente naquelas em contextos de vulnerabilidade social. A necessidade de promover impactos sociais positivos em contextos de vulnerabilidade social foi assumida no primeiro encontro do “I Congresso internacional de Pós-Graduação: Experiências e aproximações da stricto sensu com as sociedades e a educação básica na América Latina”. Chegamos à conclusão de que as sociedades latino-americanas vivenciam cenários semelhantes, caracterizados pela insegurança social e econômica, polarização política, corrupção, opressões diversas, ameaças à vida e muitas outras formas de violência. Em muitos países intensificam-se as situações de fome, pobreza, contaminação por agrotóxicos e violências extremas principalmente contra negros, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. No enfrentamento dessa problemática propomos durante o I Evento a criação de uma rede de pesquisas na promoção de impactos sociais transformadores das realidades adversas na América Latina pela aproximação das stricto sensu em cada país junto a comunidades em vulnerabilidades social. Nesta rede, também incorporamos outros pesquisadores, que apesar de residir em outros países, realizam pesquisas e intervenções positivas para a qualidade de vida na América Latina. Assim, o O “ENREDAR — Rede latino-americana de pesquisas aplicadas em contextos de vulnerabilidade social” foi formalizado em 2025 e está voltada para os seguintes sujeitos: comunidades em situação de vulnerabilidade social, principalmente relacionada a pobreza e a fome; comunidades tradicionais, incluindo quilombolas e indígenas; comunidades do campo, principalmente em risco pela exposição aos agrotóxicos; pessoas excluídas dos processos da educação formal, excluídas dos processos de alfabetização tecnológica; pessoas em áreas de alta urbanização e periferias das cidades, em condições de alta insustentabilidade ambiental; meninas e mulheres, com ênfase em meninas e mulheres negras e de comunidades tradicionais, lideranças comunitárias e representantes de movimentos feministas e LGBTQIAPN+; pessoas LGBTQIAPN+, principalmente em situações de marginalidade e violências; estudantes e professores nos diversos níveis da educação básica, principalmente em zonas periféricas e rurais nos países; empresas parceiras do setor tecnológico, museus e gestores de unidades de conservação; pesquisadores nacionais e estrangeiros. Com a constituição da rede iniciamos processos de pesquisas aplicadas nas áreas da Educação; Ensino de Ciências e Matemática; Ciências Ambientais e Saúde; Educação Profissional e Tecnológica; Tecnologias, Gestão e Sustentabilidade; Tecnologias, Artes e Linguagens e Educação Ambiental. Dada a complexidade dos cenários assumimos esta abrangência científica desde o primeiro congresso, em busca de interações por diversas áreas do conhecimento com os sujeitos das comunidades, na superação de uma visão fragmentada e simplista frente a complexidade dos dilemas da América Latina.
